Grupo Santa Celina

Blog

Novembro azul: previna-se

nov 16 - 2018 0 comentários visualizações

 

Após outubro ter sido marcado pela campanha de conscientização para prevenção do câncer de mama, conhecida como Outubro Rosa, agora é a vez dos homens. O Novembro Azul vem mobilizar toda a sociedade para as ações preventivas relacionadas ao câncer de próstata e à saúde do homem.

As estatísticas com relação à doença são altas e mesmo assim ainda é um tema que enfrenta muito preconceito e barreiras. Ele é o segundo tipo de câncer que mais mata homens no Brasil, pesquisas mostram que 1 a cada 6 terá câncer de próstata durante a sua vida e 1 a cada 36 morrerá da doença.

Não é difícil ficar de fora desta estatística, já que quando detectado precocemente tem até 95% de chances de cura. No entanto, pesquisas apontam que quase 50% dos brasileiros nunca foram ao Urologista e, em 2014, a projeção foi de que 12 mil homens morreram da doença em função da descoberta em estágio avançado.

Os sintomas mais comuns do tumor são: dificuldade de urinar, frequência urinária alterada ou diminuição da força do jato da urina. Contudo, na fase inicial o paciente não apresenta sintomas e por isso a Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que todos os homens com 45 anos de idade ou mais façam o exame de próstata anualmente.

O exame de próstata trata-se da combinação entre o exame de sangue PSA e o toque retal, que segundo especialistas, é considerado indispensável e não pode ser substituído por qualquer outro exame. Porém, o preconceito faz com que a maioria dos homens deixe de realizar o toque retal.

Circulam no imaginário social diversos aspectos ligados à sexualidade masculina, de que o toque retal mexe com a imagem do homem, pois pode ser visto como uma violação ou comprometimento da masculinidade. No entanto, é imprescindível que os homens desconstruam estes pensamentos, compreendam que o preconceito com este exame muitas vezes pode custar a própria vida e que a prevenção ainda é a maior aliada da saúde.

De maneira geral, os homens são educados para não entrarem em contato com suas fragilidades, mantendo a aparência de que são fortes e autossuficientes. Assim, crescem defendendo-se de sua sensibilidade e sem conseguir desenvolver autocuidados com a sua saúde física e mental. Devido a isso, eles apresentam uma mortalidade maior do que as mulheres em praticamente todos os ciclos de vida.

Olhar para si e para os conflitos interiores não é sinônimo de fraqueza. Uma mudança na forma de encarar a vida e os problemas é fundamental, tanto para a qualidade de vida, quanto para a prevenção e o enfrentamento de doenças. É importante compreender que para existir um corpo saudável é necessária também a existência de uma mente equilibrada. Cuidar da saúde também é coisa de homem!

Faça o seu comentário

Após a publicação do seu comentário, ele será avaliado antes de aparecer no nosso site.